Preso em flagrante: o que fazer nas primeiras 24 horas
11 jul 2026 · atualizado em 12 jul 2026 · 2 min de leitura
Quando alguém é preso em flagrante, a família entra em pânico e costuma tomar decisões no calor do momento. Saber o básico ajuda a proteger a pessoa presa desde o primeiro instante.
O direito de ficar em silêncio
Ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. A pessoa presa pode permanecer calada e aguardar a orientação de um advogado. Falar demais na delegacia, achando que vai “esclarecer”, é uma das causas mais frequentes de prejuízo à defesa.
Regra de ouro
Não assine nada que você não entendeu e não preste depoimento sem defesa técnica. É um direito — e usá-lo não é confissão de culpa.
A audiência de custódia
Em regra, quem é preso deve ser apresentado a um juiz em até 24 horas — é a chamada audiência de custódia. Nela se avalia se a prisão foi legal e se a pessoa pode responder em liberdade, com ou sem medidas cautelares. É um momento decisivo, e a atuação da defesa faz diferença real no resultado.
O que a família deve providenciar
- Anote onde a pessoa está custodiada (delegacia/distrito) e o número da ocorrência, se possível.
- Procure um advogado criminalista imediatamente — o tempo aqui é crítico.
- Reúna documentos que ajudem a demonstrar vínculos: comprovante de residência, trabalho, família.
- Evite comentar o caso em redes sociais ou aplicativos.
O que evitar
- Contratar quem promete “resolver rápido” prometendo resultado — ninguém pode garantir decisão judicial.
- Levar a pessoa a prestar depoimento sem defesa presente.
- Perder a audiência de custódia por falta de acompanhamento jurídico.
Se alguém próximo foi preso agora, não espere. Falar com um advogado nas primeiras horas pode ser a diferença entre responder preso ou em liberdade.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação jurídica sobre um caso concreto. Leis, decretos e entendimentos dos tribunais mudam com o tempo — confirme sempre a norma vigente e consulte um advogado.
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